Há
cerca de 5 bilhões de anos atrás, uma nuvem de gás e poeira separou-se de uma
nuvem maior na Via Láctea. A atração gravitacional no centro da nuvem arrastou
a matéria para o interior e fez a nuvem se contrair em torno de um núcleo
mais denso e a materia externa começou a girar em torno do núcleo.
A matéria do centro fornou o proto-sol, o que iria gerar o sol, aquecendo-se
cada vez mais, enquanto os anéis externos esfriavam. O sistema tomou forma de
disco e então a matéria externa começou a se unir, até formar os planetesimais,
pequenos corpos que se assemelham a planetas, haviam trilhões de planetesimais
em volta do proto-sol. Esses planetesimais se chocavam e os maiores absorviam
os menores. Finalmente, os maiores planetesimais puderam reunir matéria bastante
para se transformarem nos planetas, e o proto-sol ajuntava cada vez mais matéria
em seu interior e aumentava a sua temperatura. Finalmente, o proto-sol se inflamou
e começou a brilhar. Alguns pequenos corpos, restos da formação
se fixaram em órbitas em torno dos planetas e formaram os satélites, outros
cinturões de asteroides, e ainda mais afastado restos de gelo sujo formaram
a nuvem de Oort, de onde derivam os cometas.
O Sol
O
Sol é a estrela a qual a Terra e os outros nove planetas orbitam, além de mais
alguns corpos como asteróides, cometas e etc. É uma estrela tipo G2, com 1.390.000
km de diâmetro. O Sol detém quase toda a massa total do Sistema Solar (99,8%).
Hoje sua composição é 75% hidrogênio e 25% hélio, mas esse valor muda conforme
o mesmo converte hidrogênio em hélio em seu núcleo. A temperatura do núcleo
do Sol é de 15 milhões de graus Kelvin e a pressão é de 250 bilhões de atmosferas
terrestres. O processo de produção de energia do Sol é chamado de fusão nuclear,
aonde, a cada segundo , cerca de 700.000.000 de toneladas de hidrogênio são
convertidas em aproximadamente 695.000.000 toneladas de hélio e 5.000.000 toneladas
de energia (=3,8e33 ergs), que é liberada na forma de Raios Gama. Até chegar
a superfície do Sol, essa energia sofre inúmeras rearbsorções nas quais é reirradiada
a temperaturas cada vez menores, tanto que quando chega á superfície é basicamente
luz visível. A superfície do Sol tem uma temperatura de 5800 K, sendo que a
zona mais fria, as "Manchas Solares", têm aproximadamente 3.800 K.
O Vento Solar é proveniente de radiações de partículas carregadas de baixa densidade
emitidas pelo Sol (principalmente elétrons e prótons), este Vento Solar se propaga
pelo Sistema Solar a aproximadamente 450 km/s.
Mercúrio
Mercúrio
é o primeiro planeta contando a partir do Sol e pode ser visto a olho nu, ao
amanhecer e ao entardecer, sempre próximo ao Sol. Por isso os antigos lhe deram
dois nomes: Apolo, a estrela matutina, e Hermes, a estrela vespertina, porém
sabendo que era o mesmo corpo. Mercúrio foi visitado por uma única sonda três
vezes, a Mariner 10 em 1973 e 1974. Mercúrio gira em torno de seu eixo três
vezes a cada dois anos mercurianos, ou seja, cada dois anos mercurianos tem
três dias mercurianos; As variações de temperatura de Mercúrio são as maiores
do Sistema Solar: de 90 K a 700 K. Mercúrio, depois da Terra é o planeta mais
denso do Sistema Solar. Mercúrio possui um núcleo de ferro, cujo raio mede de
1800 a 1900 km. Como não possui atmosfera, não há proteção para Mercúrio contra
os corpos que se chocam com ele o tempo todo. Surpreendentemente, observações
do polo norte de Mercúrio, que não foi mapeado pela Mariner 10, feitas por radar
revelaram a presença de gelo nas sombras protegidas de algumas crateras.
Vênus
Assim
como Mercúrio, Vênus é conhecido desde a antiguidade e é conhecido por dois
nomes: A estrela Dalva e Vérper, a estrela vespertina. Assim como a Lua, esse
planeta apresenta fases quando visto da Terra. A primeira sonda a visitar Vênus
foi a Mariner 2, em 1962, e logo depois vieram muitas outras tais como a Pioneer
Venus, a soviética Venera 7 (a primeira sonda a descer em outro planeta) , a
Venera 9, Mariner, e mais recentemente foi mapeado pela sonda americana Magallean.
O dia venusiano equivale a 243 dias terrestres, vista que sua trajetória é muito
retrógada. Por causa de semelhanças com a Terra ( composição química, superfícies
relativamente jovens, densidade similar, etc.) por muito tempo se acreditou
que por baixo das densas nuvens Vênus se assemelhasse à Terra e talvez pudesse
até haver vida. As Sondas mostraram um ambiente hostil, bem diferente ao da
Terra. A pressão na atmosfera venusiana é aproximadamente a mesma que existe
a 1 km debaixo d'água (90 atmosferas) e uma densa camada de nuvens produz o
efeito estufa, devido a sua composição atmosférica, alta
pressão e calor chove constantemente ácido na superfície
do planeta, mas nenhuma gota atinge o solo. A superfície de Vênus é na verdade
mais quente que a de Mercúrio, mesmo estando mais longe do Sol. A maior parte
do relevo de Vênus é formada de planícies levemente onduladas. O núcleo de Vênus
é provavelmente parecido com o da Terra: um núcleo de ferro com cerca de 300
km de raio.
Terra
A
Terra é dividida em várias camadas, a saber: De 0 a 40 km de profundidade -
Crosta; 100-400 km - Manto Superior; 400-650; Região de Transição; 650-2700
- Manto Inferior; 2700-2890 - Camada D; 2890-5150 - Núcleo Externo; 5150-6378
- Núcleo Interno. Esse último é composto de níquel e Ferro, e suas temperaturas
podem chegar a 7500 K. A crosta da Terra está dividida em várias placas sólidas
separadas, que flutuam sobre o manto, e são conhecidas como placas tectônicas.
As Placas Tectonicas são: Placa norte-americana - América do Norte, oeste
do Atlântico Norte e Groenlândia; Placa sul-americana- América do Sul e oeste
do Atlântico Sul; Placa antártica - Antártica e "Oceano Sul"; Placa
eurasiana - leste do Atlântico Norte, Europa e Ásia, exceto a Índia.; Placa
africana- África, leste do Atlântico Sul e oeste do Oceano Índico; Placa indo-australiana
- Índia, Austrália, Nova Zelândia e maior parte do Oceano Índico; Placa Nazca
- leste do Oceano Pacífico adjacente à América do Sul; Placa do pacífico - maior
parte do Oceano pacífico e costa sul da Califórnia. A maioria dos terremotos
e vulcões são causados por isso. A Terra é o mais denso planeta do Sistema Solar,
e também um dos mais jovens. 71% da Terra é coberto por água. A interação do
vento solar, do campo magnético e das camadas superiores da Terra causa o fenômeno
conhecido como aurora boreal. A Terra possui também uma atmosfera bem diversificada,
formada por 77% nitrogênio, 21% oxigênio, e 2% outros elementos.
Marte
A
primeira sonda a visitar Marte foi a Mariner 4, em 1965. A sonda não conseguiu
acabar de vez com a discussão sobre a existência ou não de vida em Marte, mas
conseguiu tirar algumas dúvidas. Depois se seguiram várias outras, como por
exemploas Vikings em 1976. Embora Marte seja muito menor que a Terra, sua área
superficial é aproximadamente igual à área da superfície do nosso planeta. Marte
apresenta um variado e interessante relevo. Algumas formações, se destacam como
o Monte Olimpo por exemplo, a maior montanha do Sistema Solar, e a região
de Looki Pantera. Apesar ter sido encontrada vida em Marte, os astronomos sabem
que um dia houve rios de água corrente. Isso se deve ao fato de haver sólida
evidência de erosão no planeta, tal como alguns canais que se parecem com leitos
secos de rios. O hemisfério Sul de Marte é bem mais erodido que o Norte; a causa
disso é desconhecida. Atualmente novas missões tem sido enviadas para Marte,
entre elas a Mars Pathfinder, e a Global Sorveior. Marte não possui campo magnético.
Muitos meteoros encontrados aqui na terra podem ter se originado em Marte (e
na Lua). Seus dois satélites, Deimos e Fobos, são na realidade asteróides
capturados pela gravidade do planeta.
Júpiter
Júpiter
é conhecido desde os tempos pré-históricos. Em 1610, Galileu com primeiro
telescópio astronômico, descobriu quatro de seus satélites: Io,
Europa, Ganimedes e Calisto, e isso foi uma das coisas que o levou a crer
na teoria heliocêntrica de Copérnico, que os planetas não giravam em torno
da Terra mas sim do Sol, hoje conhecem-se 21 satélites de Júpiter.
Júpiter foi visitado pela primeira vez pela sonda Pioneer 10, em 1973, e,
logo após, pelas sondas Pioneer 11, Voyager 1 e 2, Ulysses e Galileu. Júpiter
é o primeiro dos Planetas Gasosos. É também o maior planeta do Sistema Solar,
sua massa é duas vezes maior do que a de todos os outros planetas juntos,
e 318 vezes maior do que a da Terra. Júpiter é formado de cerca de 90% hidrogênio
e 10% hélio, com traços de outras substâncias. Essa composição assim como
a de Saturno é parecida com a da nebulosa da qual todo o Sistema Solar se
originou. Pouco se sabe sobre os planetas gasosos, mas os astrônomos acreditam
que o núcleo de Júpiter não seja rochoso e sim formado de plasma. Na
alta atmostera de Júpiter e de todos os outros planetas gasosos existem ventos
rápidos; o que geralmente causa algumas tempestades como por exemplo a Grande
Mancha Vermelha. Nas fotografias cores das nuvens correlacionam-se com suas
altitudes: As mais baixas são azuis, as intermediárias marrons e brancas,
até as vermelhas no nível superior. Júpiter irradia mais energia para o espaço
do que recebe do Sol.
Saturno
Saturno
Assim como Júpiter, é conhecido desde os tempos pré-históricos e foi Galileu
quem o observou pela primeira vez, com seu telescópio em 1610. Em 1659 Cristiaan
Huygens conseguiu observar os anéis de Saturno e classifica-los como
tais. Por mais de dois séculos os anéis de Saturno eram os únicos descobertos
no Sistema Solar, até 1977, quando foram descobertos anéis de baixa intensidade
em Urano e, um pouco depois, Júpiter e Netuno. Devido á sua grande velocidade
de rotação e seu estado fluido, Saturno é visivelmente achatado nos pólos.
Saturno é o menos denso dos planetas. Sua densidade específica é 0,7, inferior
á da água, portanto, se você pudesse colocar Saturno dentro d'água, ele flutuaria.
Saturno é cerca de 75% hidrogênio e 25% hélio, muito similar à composição
de Júpiter e da qual o Sistema Solar se formou. Assim como Júpiter, irradia
mais energia para o espaço do que recebe do Sol. Saturno é o segundo maior
planeta do Sistema Solar, tendo á sua frente somente Júpiter. Os anéis de
Saturno são extraordinariamente finos; embora tenham um diâmetro de 250.000
km ou mais, sua espessura não vai além de 200 metros. Se a matéria dos anéis
fosse condensada num só corpo, esse teria não mais que 100 km de raio.
Urano
Urano
foi o primeiro dos Planetas descobertos nos tempos modernos; e foi descoberto
por acaso, quando William Herschel observava o céu com um telescópio em 13
de março de 1781. Primeiramente, Herschel pensou ser um cometa; na verdade,
ele já o havia visto várias vezes, mas ignorou pensando ser apenas outra estrela;
a mais antiga aparição foi em 1960. Nomeou-o de "O Planeta Georgian" ("Georgium
Sidus") em homenagem ao rei George III da Inglaterra (que não tinha muito
boa reputação na América). O Planeta foi também chamado de "Herschel", até
que Bode propôs o nome Urano em conformidade com os outros nomes mitológicos
dos planetas; mas só veio a ser usado a partir de 1850. Urano foi visitado
somente por uma espaçonave, a Voyager 2, a 24 de Janeiro de 1986. O eixo de
Urano é quase paralelo ao plano da elíptica; isto é Urano gira de lado, com
o eixo entre os pólos quase alinhado ao plano de rotação.
Quando a Voyager 2 passou por ele, seu pólo sul estava apontado quase que
diretamente ao Sol. Isso significa que Urano recebe mais energia solar nos
pólos do que na região equatorial. Mesmo assim, essa região é mais quente
que seus pólos. Assim como Júpiter, Saturno e Netuno, Urano possui anéis.
Urano é composto inicialmente de rocha e vários gelos, com aproximadamente
15% de hélio e um pouco de hidrogênio. Uma camada de Metano encobre Urano,
absorvendo a luz vermelha e causando a coloração azulada de Urano. O campo
magnético de Urano é muito estranho, por não estar no centro do planeta e
por ser inclinado quase 60 graus em relação ao eixo de rotação.
Netuno
Quando
Urano foi descoberto, logo foi concluído, a partir das leis de Newton, que
haveria outro planeta logo após esse, perturbando sua órbita. Netuno foi observado
pela primeira vez por Galle, em 1846, exatamente no ponto previsto por Adams
e Le Verrier. A descoberta de Netuno é creditada aos dois. Netuno foi visitado
apenas pela Voyager 2, em 25 de Agosto de 1989. De tempos em tempos é o planeta
mais distante do Sol. Plutão desde 1999 é o planeta mais afastado.
A composição de Netuno é semelhante á de Urano: rochas, gelo, 15% de hidrogênio
e um pouco de Hélio. É o último dos planetas gasosos. Sua atmosfera é formada
basicamente de oxigênio e hélio, com um pouco de metano, que é o causador
de sua cor azulada. Assim como todos os planetas gasosos , Netuno tem ventos
fortes, mas os dele são os mais rápidos do Sistema Solar: atingem até 2.000
km/h. Sua Grande Mancha Escura, assim como a Grande Mancha Vermelha de Júpiter,
é uma tempestade. Em 1994, observações feitas pelo Hubble mostraram que a
Grande Mancha Escura havia desaparecido; ou havia se dissipado ou estava "escondida".
Alguns meses depois, o mesmo Telescópio Espacial Hubble achou outra mancha
escura, desta vez no hemisfério Norte de Netuno.
Plutão
O
menor e mais distante dos planetas descobertos no Sistema Solar, Plutão,
é uma grande incognita além de ser uma pedra no calcanhar dos astrônomos.
Vários astrônomos sugerem que sua existência é devido às perturbações nas
órbitas de Urano e Netuno. Plutão é menor que sete
das luas do nosso sistema solar: a Lua, Io, Europa, Ganimedes, Calisto, Titã
e Tritão. Percival Lowell calculou as posições de Plutão no céu em 1915; mais
tarde foi descoberto que os cálculos estavam errados,mas, desconhecendo o
erro, o astrônomo americano Clyde W. Tombaugh fez um cuidadoso levantamento
do céu, que resultaria de alguma maneira na descoberta de Plutão. Logo se
concluiu que Plutão era muito pequeno para explicar as alterações
nas órbitas de Netuno e Urano, portanto a buscapor um outro planeta, o "Planeta
X" continuou. Plutão é o único planeta do Sistema Solar que ainda não
foi visitado por naves espaciais. Plutão tem um satélie denominado
Caronte. Como a
órbita de Plutão é muito excêntrica, ás vezes se cruza com a de Netuno
Os Asteróides

Os Cometas
